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âncora


 Não me habituei muito bem às despedidas, às viagens sem retorno, às passagens só de ida. Fico sempre na expectativa de que quando chegar a casa e pegar na imensidão de fotografias que temos juntos, posso agarrar nos pedaços do meu coração, e juntá-los todos perto de mim. 
 A verdade é que não posso, não consigo ter aquilo que não está nem nunca esteve predestinado a ficar comigo, ao meu lado como âncora, um porto seguro para largar as bagagens e descansar. Não podemos imortalizar o que já se dissipou, o que o nosso coração riscou do mapa por uma questão de segurança, aquilo que a vida e o vento levaram e enterraram, como uma ferramenta sem utilidade.
E isso não quer dizer que os queiramos menos, que já não pensemos como seria se, que esqueçamos a intensidade do olhar ou a textura da pele. Significa apenas que o tempo se esgota, como tudo na vida, que os sentimentos e as palavras não são sinónimos e que aquilo que queremos, nem sempre é o melhor para nós. E o melhor para mim, foi a tua despedida.

Comentários

  1. oh princesa, sempre doce tu. e oh, que blog lindo<3

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  2. Temos sempre que saber aquilo que é o melhor para nós, e se neste caso foi essa despedida, então fizeste o melhor :)

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  3. escreves tão bem princesa! adoro, está lindíssimo, por mais triste que seja *

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  4. amo o teu blog, sigo*
    http://anacidade.blogspot.com/, este é o meu blog, passa por lá e se gostares segue, obrigada e desculpa o incomodo. (:

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