Disseste-me para não ter medo. Para não ter medo porque a vida, o destino ou a sina haveriam sempre de nos incluir na história um do outro. E por mais inconveniente que isso possa parecer, eu gosto de acreditar, adoro essa ideia apaixonada de que o universo conspira a nosso favor.
Disseste-me para não ter medo das tuas investidas, dos teus sonhos virados do avesso, dos teus ideais infantis. Porque a vida haveria de te limar as arestas. Tal como fez comigo, e com todos aqueles que se atreveram a crescer devagar, como se o tempo chegasse para tudo.
E o tempo que passo longe de ti serve para perceber que grande parte dos medos que tenho são em vão. São fantasmas dentro do armário que insisto em manter vivos, são feridas antigas que não sararam, são memórias de outros tempos e de outros corpos, que pouco nada nos servem no futuro. E em vão eles permanecem na minha vida. Até quando me dizes para não ter medo.

lindo.
ResponderEliminaré mesmo :) obrigado.
ResponderEliminarLindo!
ResponderEliminarOh, obrigada minha querida :)
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