Ainda estou na busca incessante por mim própria, batendo a cada porta com a esperança sôfrega de que será aquele o derradeiro momento, em que vou finalmente deixar de (me) procurar.
Talvez isso nunca aconteça, talvez as portas sejam tantas que esta vida e a outra não vão chegar. Talvez o caminho seja demasiado árduo e a minha preguiça crónica me ate os sentidos. Talvez não chegue lá simplesmente porque não tenho que chegar, porque alguém assim o convencionou, alguém que não eu.
Continuo a questionar-me e a ter ideias que não lembram a ninguém. Permaneço com a estúpida mania de gostar mais dos outros do que de mim própria, e tenho cá para mim que vou ter sempre de arranjar uma vítima, toda a vida. Só mesmo porque gosto mais de dar do que de receber.
Tenho instinto, e adoro. E faço tudo instintivamente, como se não houvesse maneiras mais realistas de se viver. Continuo a gostar muito pouco de pessoas, e aquelas de quem gosto mesmo, prefiro pensar que não pertencem a esse grupo medíocre perdido na sociedade. Talvez sejam as minhas pessoas e eu as ache diferentes por isso, porque o possessivo muda a minha maneira de ver o mundo.
Nunca me achei profundamente boa, mas também nunca senti necessidade de o ser. Porque boas pessoas não existem, são naturalmente consumidas pela vida, pelos outros.
(..)
E procuro-me em todo o lado, em cartas, em livros, em cores e em perfumes. Procuro-me no coração daqueles que amo, e é esse o local onde mais vezes me encontro.

Adorei (:
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ResponderEliminarNão tens de agradecer, obrigado eu (:
ResponderEliminar" porque boas pessoas nao existem sao naturalmente consumidas pela vida, pelos outros " tu és qlq coisa !
ResponderEliminarpreciso sim de muita sorte, ;)
ResponderEliminarTenho saudades de te ler, pequenina <3
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