Coração rápido, cérebro lento. Nada trabalha em simbiose no meu corpo, é escusado tentares. Tenho sempre muito que escrever, muito que dizer. Mas fico calada - não saberias ouvir-me.
Busco em ti toda a felicidade que há no mundo, e escavo-te o peito até não restar mais nada. Assusta-me o teu vazio, esse coração cheio de ar. Tenho medo que me deixes, que me percas. Não que a solidão me assuste, mas temo o teu regresso. E no fundo do meu ser guardo a esperança vã sempre associada às tuas repetidas investidas na minha vida - quem me dera que te tivesses ido de vez.
Hoje é tarde, tenho os pés colados ao teu chão, à tua atmosfera colorida e pouco fiável, em que acredito como se não houvesse amanhã - e todos os amanhãs me parecem absurdos sem ti.
Mas não há volta, tu vais voltar a bater-me com a porta na cara, uma pancada firme e esclarecedora, que dói mais na alma do que no corpo, e eu serei obrigada a sorrir(-te). Só porque usas um discurso bastante plausível sobre a afectividade, e prezas em mantê-la. Mesmo que o meu coração esteja desfeito, tu achas saudável continuar a mastigá-lo, enterrando-o na ridícula esperança que é um simples sorriso teu.
Tu não sabes nada sobre mim, sobre a minha aura cheia de cores que não lembram a ninguém. Não sabes nem nunca terás ideia do que é o amor sentido na ponta dos dedos, sempre que estás perto, sempre que te deitas sobre o peso leve do meu corpo e me abraças, numa eternidade bonita de se viver quando se sabe sentir. Não percebes nada das minhas frases curtas, das minhas virgulas constantes só porque morro de medo de um ponto final.
Um final dita o cessar daquilo que eu nunca senti por nenhuma criatura neste universo. Dita o fim da ida às bailarinas e do teu coração aos beijinhos ao meu até adormecer. Um ponto final terminará por completo o que de mais belo existe em mim, e que por coincidência dedico por inteiro a ti. O que quer que seja que acabe com um nós, já mais será suficientemente forte para criar um tu e um eu, completamente desprovidos dessa mágoa. Mas se te achas capaz, boa sorte.
you're still the one.

adorei!
ResponderEliminarpassa no meu blog e vê se me consegues ajudar. obrigado!
ResponderEliminarnao te despedaces assim querida
ResponderEliminarobrigada <3
ResponderEliminarestou a vender todos a 5 euros.
ResponderEliminardá-me o teu e-mail.
ResponderEliminare eu de te ler também. ai que lindo doce <3
ResponderEliminarObrigada pela força doce <3
ResponderEliminarporque é que nos encontramos sempre na mesma fase das relações? adoro a tua escrita, parece que posso reviver-me em casa palavra. Uma ovação em pé, escreves maravilhosamente! :)
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