Não me lembro de querer muitas coisas na vida para além de escrever. Sim, escrever livremente na varanda de um prédio qualquer, com vista para o horizonte e com o burburinho da azáfama dos carros debaixo dos meus pés. E gosto sempre de escrever para alguém, mesmo que eu ainda não o conheça, mesmo que o desenho do seu corpo na minha mente se baseie na sombra carregada de um fantasma que veio agarrado ao passado, e por lá ficou.
Nunca achei que devesse enviar todas as cartas que te escrevo, nem nunca achei que fosses uma sombra atrelada ao meu passado, presa por um fio a que muitos poderiam chamar de hábito, ou melhor, masoquismo, e ao qual eu sempre dei o nome de amor. Um amor diferente dos outros, intemporal, sem clichés nem frases meio apagadas que os apaixonados rabiscam nos troncos de árvores de florestas que rapidamente se tornam sombrias. Já lá vai o tempo em que te rias comigo, sim, deitado sobre o tapete da minha sala, mas não perdi a esperança de que voltes apressado para te a…
Nunca achei que devesse enviar todas as cartas que te escrevo, nem nunca achei que fosses uma sombra atrelada ao meu passado, presa por um fio a que muitos poderiam chamar de hábito, ou melhor, masoquismo, e ao qual eu sempre dei o nome de amor. Um amor diferente dos outros, intemporal, sem clichés nem frases meio apagadas que os apaixonados rabiscam nos troncos de árvores de florestas que rapidamente se tornam sombrias. Já lá vai o tempo em que te rias comigo, sim, deitado sobre o tapete da minha sala, mas não perdi a esperança de que voltes apressado para te a…