Setembro 2010:
Lamento ter-me esquecido de tantas coisas, ter de olhar para trás, sentir na pele os anos que já foram, as dores na alma e no fundo do peito que aos poucos construíram a dura armadura que me aperta a caixa torácica agora. Correm-me no sangue as memórias, as duras saudades que sinto dos episódios mais caricatos que ao longo do tempo fui armazenando, as vastas colecções de sorrisos e lágrimas, os apertos fortes dos abraços que com alguma lamentável certeza já não verei, nunca mais. Triste é a minha mente, quando me esforço para recordar o rosto de alguém que dissipou, sem eu ver. Aperto-me com vergonha, da memória que me falha, do nome que não me lembro, das noites mal dormidas a divagar e a comer bolachas que hoje me esforço para manter na lembrança. Devíamos poder guardar tudo em livros, com imagens a ilustrar, com o som da viola como fundo, com a noite só para nos embalar, para que a memória ficasse impossibilitada de falhar uma e outra vez, para que não escondêssemos …
Lamento ter-me esquecido de tantas coisas, ter de olhar para trás, sentir na pele os anos que já foram, as dores na alma e no fundo do peito que aos poucos construíram a dura armadura que me aperta a caixa torácica agora. Correm-me no sangue as memórias, as duras saudades que sinto dos episódios mais caricatos que ao longo do tempo fui armazenando, as vastas colecções de sorrisos e lágrimas, os apertos fortes dos abraços que com alguma lamentável certeza já não verei, nunca mais. Triste é a minha mente, quando me esforço para recordar o rosto de alguém que dissipou, sem eu ver. Aperto-me com vergonha, da memória que me falha, do nome que não me lembro, das noites mal dormidas a divagar e a comer bolachas que hoje me esforço para manter na lembrança. Devíamos poder guardar tudo em livros, com imagens a ilustrar, com o som da viola como fundo, com a noite só para nos embalar, para que a memória ficasse impossibilitada de falhar uma e outra vez, para que não escondêssemos …