Há vezes em que dou por mim a perceber que não te esqueci. Olho bem para o meu reflexo no espelho baço e sei que ainda há muitos gestos teus na minha pele; as tuas mãos, essas, marcam firmemente a minha cintura, o meu peito envolto (ainda) no teu abraço quente e os meus lábios pálidos dos teus beijos pela manhã.
Há coisas que ficam connosco. Como folhas presas de um livro amarelo e esquecido. Coisas que não nos deixam seguir em frente, porque havemos sempre de voltar lá atrás, ajeitar o ramo de rosas velhas na jarra sem cor, e depois voltar ao presente e continuar a sorrir. E nos meus sonhos, nesses, ainda te ajeito o colarinho desconcertado e espeto-te um beijo bonito na testa antes de saíres. Depois vejo-te pela janela e quero-te outra vez comigo, na minha cama, embalados pelo som dos nossos corações em uníssono, juntos só porque sim e porque o tempo conspira a favor. Quando estou contigo, não há nada que me diga que não posso estar. Não sinto as mãos geladas nem o mundo a fugir…
Há coisas que ficam connosco. Como folhas presas de um livro amarelo e esquecido. Coisas que não nos deixam seguir em frente, porque havemos sempre de voltar lá atrás, ajeitar o ramo de rosas velhas na jarra sem cor, e depois voltar ao presente e continuar a sorrir. E nos meus sonhos, nesses, ainda te ajeito o colarinho desconcertado e espeto-te um beijo bonito na testa antes de saíres. Depois vejo-te pela janela e quero-te outra vez comigo, na minha cama, embalados pelo som dos nossos corações em uníssono, juntos só porque sim e porque o tempo conspira a favor. Quando estou contigo, não há nada que me diga que não posso estar. Não sinto as mãos geladas nem o mundo a fugir…