Eles não sabem que me magoaste. Não sabem que me deixaste fechada numa concha cheia de medo do mundo. É por isso que acham que me podes fazer feliz. Que me enches o peito de ar e a cabeça de ideias.
Eles gostam da cor da minha pele quando estás por perto. Falam-me do brilho que ganho nos olhos. Do sorriso sincero e das ideias bonitas. Não têm medo que me quebres porque não sabem que és capaz.
Acham mesmo que te venço em três tempos. Que te expulso do meu espaço ao mínimo deslize e que sei ser dona da minha vida.
Eles não sabem que me magoaste. Querem-me feliz porque não percebem que me deixaste triste. Que me colaste ao peito a melancolia de uma despedida pouco sincera. Não sabem que dói. Que ainda dói. Que talvez vá doer sempre porque feridas a sério deixam cicatrizes.
Não percebem quem és. Não te percebem como eu percebo e por isso não sabem. Não sabem que não és para mim. Que trazes ao de cima todas as minhas dúvidas. Que me relembras o quão posso ser infeliz. Tal como a imensi…