estou a ir devagar, com tanta calma que me sinto como se tivesse parada no tempo, sempre no mesmo lugar . as palavras não saem e a coragem teima em fazer uso da vergonha e do medo .
tenho saudades de algo genuíno, da música de um coração sincero, sem máscaras . sinto falta dos sorrisos das crianças, do seu riso a inundar as salas vazias, o tom breve e baixo do piano que tinha por hábito ajudar os corações mais sós . é sufocante viver num mundo de gente grande .
passam por nós, pequenos e sós, sentados sobre as mesas largadas no tempo, e pelo canto do olho observam os nossos movimentos, que não podem de forma alguma saltar a cerca imposta pela norma . com imensa perícia, parecem querer que nos transformemos em estátuas de gelo, obedientes e imóveis, dando-lhes assim um maior conforto e sossego que as suas pesadas cabeças parecem necessitar .
essa gente grande deveria guardar no seu cartão de memória todo o toque suave das brincadeiras sobre a lama encharcada, envolta em sonhos e objectivos pouco significativos . deviam ainda ser lembrados do quão é bom fazer o que o vento quer, pisando o que nem podemos chamar de chão, carregados apenas com a felicidade nos ombros .
esquecem-se aos poucos do muito, e lembram-se tanto, do pouco . são cabeças confusas, sem tempo para o amor nem para os pequenos detalhes da vida, indiferentes à chuva que convida a uma dança doida e feliz, ao ritmo da sua queda sobre o solo, seco . a chuva levar-lhes-ia todos os males e todas as dores no corpo, apagar-lhes-ia a cabeça do mapa e soltaria os seus corações para a vida . os saltos destes, enferrujados, trazer-lhes-iam uma nova liberdade, bem diferente daquela que a idade parece indicar .
mas como a gente grande, há de ser sempre gente grande, o efeito há de ser sempre o mesmo : nenhum .
tenho saudades de algo genuíno, da música de um coração sincero, sem máscaras . sinto falta dos sorrisos das crianças, do seu riso a inundar as salas vazias, o tom breve e baixo do piano que tinha por hábito ajudar os corações mais sós . é sufocante viver num mundo de gente grande .
passam por nós, pequenos e sós, sentados sobre as mesas largadas no tempo, e pelo canto do olho observam os nossos movimentos, que não podem de forma alguma saltar a cerca imposta pela norma . com imensa perícia, parecem querer que nos transformemos em estátuas de gelo, obedientes e imóveis, dando-lhes assim um maior conforto e sossego que as suas pesadas cabeças parecem necessitar .
essa gente grande deveria guardar no seu cartão de memória todo o toque suave das brincadeiras sobre a lama encharcada, envolta em sonhos e objectivos pouco significativos . deviam ainda ser lembrados do quão é bom fazer o que o vento quer, pisando o que nem podemos chamar de chão, carregados apenas com a felicidade nos ombros .
esquecem-se aos poucos do muito, e lembram-se tanto, do pouco . são cabeças confusas, sem tempo para o amor nem para os pequenos detalhes da vida, indiferentes à chuva que convida a uma dança doida e feliz, ao ritmo da sua queda sobre o solo, seco . a chuva levar-lhes-ia todos os males e todas as dores no corpo, apagar-lhes-ia a cabeça do mapa e soltaria os seus corações para a vida . os saltos destes, enferrujados, trazer-lhes-iam uma nova liberdade, bem diferente daquela que a idade parece indicar .
mas como a gente grande, há de ser sempre gente grande, o efeito há de ser sempre o mesmo : nenhum .
amei, de verdade, está lindo!
ResponderEliminarMuito obrigada :)
ResponderEliminarescreves tão bem omg *-*
ResponderEliminarlindo !
ResponderEliminarMuito obrigada, querida
ResponderEliminarp.s. : não estás a aparecer ali em baixo, querida :x
ResponderEliminarestá lindo alexandra !
ResponderEliminarpois é ... mas não faz mal !
ResponderEliminarÉ mesmo lindo minha querida *.*
ResponderEliminarolá, tenho um selo para ti no meu blog.
ResponderEliminarbeijinho :)
quando for gente grande não serei assim -
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