Vives tão cravado no meu coração que o som do teu respirar se mistura com o meu, produzindo uma melodia monocórdica, quase inaudível, a não ser para mim, que te oiço a quilómetros de distância.
Aos poucos, e como quem não quer a coisa, acabo por te aldrabar enquanto dormes quieto dentro de mim, a sugar as minhas entranhas, como quem toma posse de alguma coisa ; retiro o teu enorme cadeado, que sela o meu coração, com imenso cuidado para não te acordar e provocar uma enxurrada de emoções desnecessárias.
Ás vezes lá despertas, sonolento e mal disposto, apertas-me mais contra ti e eu acabo por sair incapaz da situação, magoando quem cura agora as feridas que tu deixaste pelo caminho. Voltas a adormecer, comigo presa a ti, ao teu coração vazio e sem dó do meu corpo, que é completamente projectado contra o fundo do poço para onde me atiras.
Sabes que possuo um talento enorme para engenhocas, e que a minha paciência sempre contrastou com a tua falta de tempo para as coisas, portanto, vives em consciência que vou subir o poço vezes sem conta, até das minhas mãos só sobrarem os ossos e do meu corpo o seu inerte esqueleto. Vou aldrabar-te até que me cedas um lugar ao sol, do outro lado da vida, onde posso ser e crescer feliz, sem te "acarraçares" ao meu coração, como se fosses um bicho dependente do meu sangue.
Não me vais fazer desistir de nada a não ser de ti e da tua espécie de amor, que invocas sempre que te questiono à cerca do futuro, e para o qual não guardas sítio dentro de ti. Deverás aprender com a vida, que não vale a pena fazer de conta que sabemos amar, porque o amor, está antes e depois do fim, vive nas entrelinhas e roça o inconveniente, tem asas e voa para longe, com a mesma velocidade e perspicácia com que se aninha ao nosso colo, e nunca mais nos deixa.
Aos poucos, e como quem não quer a coisa, acabo por te aldrabar enquanto dormes quieto dentro de mim, a sugar as minhas entranhas, como quem toma posse de alguma coisa ; retiro o teu enorme cadeado, que sela o meu coração, com imenso cuidado para não te acordar e provocar uma enxurrada de emoções desnecessárias.
Ás vezes lá despertas, sonolento e mal disposto, apertas-me mais contra ti e eu acabo por sair incapaz da situação, magoando quem cura agora as feridas que tu deixaste pelo caminho. Voltas a adormecer, comigo presa a ti, ao teu coração vazio e sem dó do meu corpo, que é completamente projectado contra o fundo do poço para onde me atiras.
Sabes que possuo um talento enorme para engenhocas, e que a minha paciência sempre contrastou com a tua falta de tempo para as coisas, portanto, vives em consciência que vou subir o poço vezes sem conta, até das minhas mãos só sobrarem os ossos e do meu corpo o seu inerte esqueleto. Vou aldrabar-te até que me cedas um lugar ao sol, do outro lado da vida, onde posso ser e crescer feliz, sem te "acarraçares" ao meu coração, como se fosses um bicho dependente do meu sangue.
Não me vais fazer desistir de nada a não ser de ti e da tua espécie de amor, que invocas sempre que te questiono à cerca do futuro, e para o qual não guardas sítio dentro de ti. Deverás aprender com a vida, que não vale a pena fazer de conta que sabemos amar, porque o amor, está antes e depois do fim, vive nas entrelinhas e roça o inconveniente, tem asas e voa para longe, com a mesma velocidade e perspicácia com que se aninha ao nosso colo, e nunca mais nos deixa.
está lindo, lindo. completamente lindoo!
ResponderEliminaraldraba-o muito bem aldrabado para que consigas ser feliz.
maravilhas qualquer pessoa com as tuas palavras alexandra. lindo <3
ResponderEliminarObrigada eu, querida
ResponderEliminarmuito bonito (_
ResponderEliminarAmei o texto, está lindo mesmo
ResponderEliminarEstou a tentar ao máximo.
ResponderEliminarMinha querida hoje não tenho tempo de ler o teu texto (nem paciência depois disto tudo). Leio amanhã, vou deixar o separador e prometo que receberás, amanhã, um comentário meu.
Bem, um grande beijinho *
Oh obrigada :)
ResponderEliminarsimplesmente: l-i-n-d-o!
ResponderEliminarObrigada, :)
ResponderEliminarUau, li e adorei :)
ResponderEliminarDe certo modo identifico-me com aquilo que escreveste (:
Um grande beijinho *
obrigada eu (:
ResponderEliminarCutxi cutxi gaiata parva :)
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