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tremómetro



Estás sempre à minha procura na tentativa de te achares, como se há muito tempo te tivesses perdido em mim.


 Sei bem que não faço parte do teu coração, a tua ânsia de amar destrói-te os planos, e quando pensas que estás quase lá, na verdade, ainda nem começaste. O ser humano forma-se a partir do pó que levanta e das tempestades que deixa passar, e tu só tens de aprender a esperar quieto, de modo a cresceres saudável e sem arranhões, daqueles chatos e fundos que acabam por não nos deixar nunca. 
 Sei que estás distante do teu ponto de fusão, tendes em pensar que me enganas, sedutor e irrequieto, mas as mulheres possuem termómetros a que chamam de coração, e quando este não treme, agitando o seu corpo ao movimento de outrem, a coisa ainda tem muito que aquecer.
 O melhor é sentares-te aí, ouve o teu coração. Acredita em ti e nele, mas não o deixes falar de mais. Conta-lhe uma história e adormece-lo, segue por ti e não por ele, sufoca esse grito estúpido que não faz o mínimo sentido, e espera que o tempo e o passado se dissipem aos poucos.
Não tentes arrancar do peito aquilo que foi tatuado, a tinta escorre e nunca desaparece, vai perseguir-te sempre à mínima insegurança, e tu não queres voltar atrás.
 Conta-me a tua história, e ouve-me até ao fim. As palavras não doem, apagam.

Desta vez, dirijo-me a ti, e no fundo, tu sabes.


Dia 19 - Uma colecção que faças (ou gostarias de fazer)
colecciono etiquetas e pedras, gostava de coleccionar bailarinas em miniatura

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