Por vezes sinto-me obrigada a gritar-te que pares, acabando por quebrar as cordas vocais e um pouco da esperança que ainda tinha. Tendo a ser antiquada, focando-me no passado para poder libertar os músculos dos dedos das tensões que se formam com o acumular situações que só por si davam um livro, de pessoas e momentos que só as palavras imortalizam.
Às vezes tenho medo, e escondo-me atrás dos medos que tive um dia, que guardam o já tão conhecido tremor, o habitual aperto sufocante no meio do peito e a acumulação de saliva na traqueia. Tenho um nó de coisas por resolver, histórias por acabar e pontos e vírgulas para colocar, mas vivo no receio de fazer tudo errado e acabo por voltar ao inicio.
Lembro-me de ter prometido em tom baixo que seria feliz, acreditando sempre que se não estivesses comigo eu conseguiria compensar a tua ausência com palavras, mas a verdade é que o meu coração tende em esquecer-se da tua voz, e eu não o impeço, embora morra de medo de nunca mais me lembrar. Entre as muitas coisas que me ensinaste, guardo com especial atenção a forma como lidavas com a vida, como se brincasses com os nós que se tendem em formar, como se o mundo fosse tão pequeno a ponto de te caber nas mãos. Sopravas com alguma violência todos os indesejados e nunca me fizeste duvidar das tuas canções, que soltavas com o coração e que me faziam cócegas no céu da boca, alimentado-me a esperança de que podia ser assim, para sempre.
Às vezes tenho medo, e escondo-me atrás dos medos que tive um dia, que guardam o já tão conhecido tremor, o habitual aperto sufocante no meio do peito e a acumulação de saliva na traqueia. Tenho um nó de coisas por resolver, histórias por acabar e pontos e vírgulas para colocar, mas vivo no receio de fazer tudo errado e acabo por voltar ao inicio.
Lembro-me de ter prometido em tom baixo que seria feliz, acreditando sempre que se não estivesses comigo eu conseguiria compensar a tua ausência com palavras, mas a verdade é que o meu coração tende em esquecer-se da tua voz, e eu não o impeço, embora morra de medo de nunca mais me lembrar. Entre as muitas coisas que me ensinaste, guardo com especial atenção a forma como lidavas com a vida, como se brincasses com os nós que se tendem em formar, como se o mundo fosse tão pequeno a ponto de te caber nas mãos. Sopravas com alguma violência todos os indesejados e nunca me fizeste duvidar das tuas canções, que soltavas com o coração e que me faziam cócegas no céu da boca, alimentado-me a esperança de que podia ser assim, para sempre.
O teu texto esta muito bonito :) gosto muito da tua maneira de escrever :D
ResponderEliminarbjo
gostei , como sempre (:
ResponderEliminarforça :$
ResponderEliminarObrigada por te teres tornado seguidora do meu blog :) beijinho
ResponderEliminarQue texto mais lindo <3
ResponderEliminarÉs tão linda a ecsrever Alexandra! :)
ResponderEliminarobrigada ,
ResponderEliminarcomo ja sabes eu gosto sempre muitoo dos teus textos (;