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o véu


Reviro-me mil vezes em cima do véu das palavras, escolho os termos mais adequados para nunca te ferir a pele, tento calar-me quando queres que fale, e mantenho-me igualmente em silêncio quando me pedes que assim seja. Oiço-te de noite e de dia, sempre que queres que te oiça, sempre que existe algo a palpitar-te dentro da boca e necessitas de expelir cá para fora. Tens em mim tudo aquilo que tu quiseres, e não contes que te deixe amanhã ou depois, porque o tamanho da minha mágoa nunca alcança a dimensão do meu amor.
 Mas, começas a fugir-me, meu querido. Nunca contes que corra atrás de ti, eu assumo as derrotas com maior facilidade do que luto por vitórias, portanto não precisas de correr, eu não estou a competir contigo. E tu sabes.


p.s: como tu dizes, o maior cego, é aquele que não quer ver.

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