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viagens

Não nego que gostava de te esfregar na cara a minha felicidade, mostrar-te bem que o meu coração - que foi teu em tempos - é o mesmo, mas com cicatrizes novas, aquelas que tu deixas-te em mim e que hoje ainda ardem como chamas incandescentes quando teimas em aproximar-te.
Sim, as feridas em aberto que rasgas-te na minha maquina de batimentos hoje não passam de crostas altas e rugosas, devido ao tempo e às palavras que gastei à tua custa.
 Não chamo desejo de vingança ao que sinto, porque não nutro maus sentimentos por ti. Simplesmente porque não sou capaz, porque és dócil e nunca me fizeste mal, e porque és volátil o suficiente para pegares na tua bagagem e saíres porta fora sem que eu te consiga dizer uma única palavra. Quero apenas que reconheças o meu crescimento, a evolução do meu coração desde que o vis-te pela última vez, e que dês valor ao esforço que fiz para te riscar do mapa e prosseguir viagem.
 Sim, também é isso que me encontro a fazer agora, depois de ultrapassadas as pedras que deixas-te no meu caminho, assim como recuperada das consequentes quedas, tenho o maior coração do mundo e guardo-te no fundo do peito, junto às longas viagens que fiz um dia, mas que agarro com todas as minhas forças para que estas não voltem a interromper-me o trilho, incapacitando-me o retorno.

tu sabes onde te guardo.


p.s: perdoem-me a falta de tempo para as respostas aos comentários

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