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estragos


Não perco a vontade louca de te ver, só mesmo para acalmar o estúpido vício. Sei que me matas todos os dias um pouco, mas o que seria de mim sem esse teu veneno, que me consome e enlouquece, e aos poucos me corrói o peito como o pior dos cigarros.
  Esse cheiro a nicotina pura, o acelerar dos batimentos cardíacos, a mistura do prazer com a consciência perfeita dos estragos, o calor abrasador entre os dedos e dentro do corpo. Intoxicas-me a mente com imagens perfeitas, as mesmas que me assaltam de noite e não me deixam dormir; poluís-me a pele com a essência nociva  do teu cabelo, e quando por fim me arrancas o coração à dentada, pegas no cinzeiro e apagas a chama.

Comentários

  1. « ... e quando por fim me arrancas o coração à dentada, pegas no cinzeiro e apagas a chama. »

    completamente perfeito, todo o texto.

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  2. tu e a escrita - amo! <3

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  3. Bem, já sigo o teu blog há uns tempos, mas acho que nunca lhe prestei muita atenção.Estou a ler alguns posts agora e estou a adorar! escreves mesmo muito bem, parabéns :D

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