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ponto final


 Sempre gostei de lhes falar de ti, do teu cabelo desgrenhado e do teu sorriso encantador. Sempre gostei de gritar ao mundo o quanto era feliz contigo, mostrava-lhes o meu coração em bom estado e tenho cá para mim que se roíam de inveja. 
Sempre pude escrever o que quisesse sobre ti, dar-te forma com os meus dedos, fazer-te crescer com as minhas sílabas, com os meus sonhos. E eu sou quem quero quando sonho, e tu és quem eu quero quando escrevo. E talvez seja por isso que tenhas contornos tão bonitos, sorrisos tão claros. Só porque te descrevo como quero irrevogavelmente que sejas, sem o medo estúpido de que isso na realidade não seja possível. 
 Eles chamam-me doida, eu assumo-me saudável. Não há mal algum naquilo que idealizamos de bom para nós, pior é não querer nada, não esperar nada. E tu não esperas nada de mim, eu sei. Mas pouco me importa o que queres de mim, eu serei sempre o oposto daquilo que tu desejas, e mesmo assim, tu às de querer ficar comigo.
Mesmo que eu só fique contigo no findar das minhas histórias, onde até essas, têm ponto final. 

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