Ontem foi diferente de todos os pretéritos que já vivi contigo. Foi mais doce, novamente mais leve e tu sempre mais solto. Com um brilho novo nos olhos e na ponta dos dedos, onde me embalas nessas melodias de pianista sacana, envolto em todos os prós e contras que o meu amor por ti te impõe.
Já tinha saudades, confesso. Principalmente, umas saudades loucas de mim quando estou contigo. Do meu sangue quente a correr nas veias e do meu coração cansado enrolado no teu a toda a hora. Sentia a falta desse abraço sufocante que quase me mata, mas me reconforta. Como tudo o que já vivi contigo, todos os riscos que fiz o meu coração passar em prol da tua pessoa, do teu espírito nómada e pouco convencional, que sempre me levaram ao encontro do pior dos venenos e da maior das loucuras.
Mas sabes que mais, não me importo. Nunca me importei se me matavas muito ou pouco de cada vez; ou mesmo se me matavas por inteiro sem eu dar por isso. Eu gosto de sentir as artérias enroladas no fundo do peito, na angústia terminal em busca pelo teu corpo, e ao mínimo sinal do teu cheiro, toda a minha corrente sanguínea entra em êxtase novamente.
E não, não lhe chamaria amor. Só porque amor foi uma coisa antiga que já senti muitas vezes. Chamar-lhe-ia outra coisa com um nome mais bonito e maior, como tu. Cheio de cores, cheio de vida, cheio de ti.
oh se é fofinha, ele é só meu amigo. mas quem sabe talvez as coisas um dia levem outro rumo.
ResponderEliminaradorei o texto, beijinho*
é mesmo mesmo linda ♥
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