E como eu gosto de te desenhar, no papel. Venero a sensação quase arrepiante de deixar deslizar o carvão até que este intoxique as folhas do meu caderno com o teu cheiro. Prefiro os teus contornos delineados com os meus dedos, junto com a força irregular das minhas mãos, por se entrelaçarem nas tuas.
Chega-te um pouco, e aconchega-te. Repara bem como a felicidade é um livro equilibrado de emoções, descritas ao pormenor por aqueles que a sabem sentir na ponta dos dedos, quando as palavras deslizam para o papel como se lá tivessem nascido, e as sílabas se juntam como se existisse magia.
Tu não sabes, mas eu conto-te. E conto-te baixinho para me conseguires ouvir com o coração, e para que me leias nos olhos o verdadeiro sentido do meu amor por ti, que pouco se baseia em teorias foleiras à cerca de pessoas cujo o sistema hormonal prega partidas. Cá para nós, o amor foi uma coisa antiga que já sentimos muitas vezes, agora resumimos-nos à busca constante do puzzle que é o meu corpo preso no teu a toda hora, como se tal como as palavras no papel, já lá tivesse nascido.
E não, contigo não deixo páginas em branco. Rabisco-as todas de alto a baixo e escrevo romances inventando histórias, cheias daquelas vírgulas intermináveis e cansativas, que me dão força para o caminho. Porque tal como as palavras, tu não deixas nunca de existir em mim, de muitas formas e com muitos sentidos, de várias cores e sempre com o toque de magia preso ao peito, como se o mundo inteiro não chegasse para te descrever.
que lindooooo! **
ResponderEliminarAdorei por completo, está tão envolvente *.*
ResponderEliminaré com muito gosto !
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