Hoje voltou a doer. Doeu-me como se não tivessem passado anos, como se te desenterrassem do meu quintal e te pendurassem junto ao meu coração, que (ainda) está partido.
Sei lá porque é que te escrevo, porque é que insisto ainda na tua mentira, no sabor das palavras que me soam tão bem quando só a ti dirigidas, mesmo quando sei que me matas todos os dias mais um pouco.
Hoje voltaram a perguntar-me por ti, se estavas feliz. Logo tu, cuja felicidade nunca foi um forte, que preferias esconder-te do mundo em vez de saltar a janela e correr à chuva.
Eles gostavam de ti. Achavam que podias levar-me daqui e encher-me os bolsos de amor. Os bolsos e o coração, e a minha alma que levita ao mínimo gesto; julgo que tinham em esperança que me pousasses junto ao chão para eu deixar de voar. Logo eu, a bailarina.
No fundo, dói-me porque não sei esquecer, nunca soube. E principalmente, não sei esquecer aqueles que amei com o coração a saltar-me pela boca, aqueles cujas histórias eram as mais macabras e os desfechos os mais improváveis. Aqueles que por algum motivo deixei pelo caminho, para mais tarde, ao anoitecer, ir buscar e aconchegar debaixo da almofada.
Nunca soube bem o que fazer com o que sentia, então preferi arrumar tudo a um canto e esperar que o coração aguentasse sem rebentar pelas costuras. Só não me lembrei no que aconteceria se mo partissem.
está lindo, força *
ResponderEliminar♥ Tão fofinho. É tão bom sentir isso, por vezes até faz bem..
ResponderEliminarAo ler isto, recordei uma altura em que andava assim, e agora sinto-me bem. Vais ver que é só uma fase má.
É tão bom querer perdoar sem dever, verdadeiro amor $:
o que eu sinto é que tu és fenomenal de facto *)
ResponderEliminarquero ver um sorriso (:
obrigado.
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