É o sufoco a correr nas veias, o sangue quente em profusão a aninhar-se junto às artérias, os batimentos exaustivos da máquina da vida contra o peito, sinapses sucessivas de razão que não chegam ao cérebro.
Este sabor a veneno que não me sai do corpo, o cheiro penetrado na roupa até ao mais ínfimo átomo de algodão, a felicidade instalada, que me deixa exausta, por nunca me considerar saciada.
Não mato a fome de te ver, de sentir o timbre monocórdico da tua voz de criança grande junto aos meus ouvidos, encolhidos nos teus dedos. Não perco a vontade de encher o meu coração contigo até este rebentar pelas costuras, e não me calo só pelo prazer que é ouvir-te rir do outro lado do mundo e saber que estás bem, inteiro, como sempre te conheci e como em todas as (poucas) vezes que te tenho junto a mim.
E sempre que te vejo estás diferente, crescido como só tu; e mesmo assim não perco mania de te querer trazer no peito para não te perder, e não consigo ficar longe te ti porque isso me lembra a quantidade de horas que passei à tua procura, perdida como ando sempre que não estás por perto, ou não estás comigo.
Por isso mesmo te digo que entre tu e eu existe um nó cego, seguro na corda bamba mas ainda assim preso ao coração, e não há outra maneira de o desfazeres sem o cortares. E nem tu nem somos peritos em cortar laços.
p.s: i ♥ you
vou ficar sim doce alma? vou ficar. e oh, és sempre maravilhosa <3
ResponderEliminarVives um amor à distância?
ResponderEliminarOh, adoro as tuas palavras aqui!
Olá, parabéns pelo seu blog.
ResponderEliminarTe convido a conhecer o meu,
http://carmasepalavras.blogspot.com/
;)
agradeço te por seguires a minha escrita com tanto carinho.
ResponderEliminara sério que me encantas :)
lindo.
ResponderEliminarHum, compreendo! Obrigadaa :)
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