Deveria falar-te do meu amor por ti, a qualquer hora do dia. Deveria saber dizer que te amo, nos olhos para que sentisses a verdade das minhas palavras, a pulsar, a rebentar-me no peito. Devia, mas não.
Habituei-me a dar no silêncio do meu próprio querer, embrulhada no sentimento que me entope as veias e me congestiona a vida. Estou feita a este hábito pouco hábil que é não saber vociferar o que de mais profundo eu sinto, e me transcende.
Mas dói-me o coração. Porque não o liberto das amarras, a não ser quando escrevo e ele me salta estrategicamente para as pontas dos dedos. Peguei-lhe o medo, e sinto-o encolher-se como uma ervilha cada vez que penso que será aquele o derradeiro dia da tua partida, de malas e bagagens feitas à porta daquela que é a nossa vida a dois, com beijinhos na ponta do nariz e conversas envergonhadas à cerca da paixão que nos prende ao mundo. Vejo-o retrair-se com medo que me digas que o teu amor já não é da cor do meu, e que o teu corpo já não encaixa mais na minha cama, no meu cheiro, nas minhas insónias.
Queria tanto ter-te na eternidade. Ver-te feliz comigo, quando te trago ao colo. Ter a certeza que terias o envelhecer mais bonito e sincero que alguma vez vi, que as rugas continuariam a dar-te o mesmo charme tímido pelo qual morri de amores em miúda. Gostava tanto meu amor, tanto. Gostava tanto que também gostasses assim de mim.
Adorei o texto!
ResponderEliminarXOXO
catarinnavares.blogspot.pt
que lindo lindo , sempre, como sempre .
ResponderEliminarDe nada *
ResponderEliminarTambém sigo ((:
ohh * obrigada eu
ResponderEliminareu amo o teu blog :')
ResponderEliminarde nada :)
ResponderEliminarGostei imenso do teu blogue. Sigo (:
ResponderEliminarobrigada A, não consigo ter acesso ao teu blog :/
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