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cheio até à rolha


 Apetece-me devorar a caixa de cigarrilhas antigas que guardo a sete chaves, como quem desenterra um esqueleto para matar saudades. Tenho vontade de escavar bem fundo a depressão que sinto no peito, ao som débil da tua voz por de entre os meus dedos. E sinto falta das tuas perguntas inconvenientes, do teu mau humor quando adormecias. Sinto-te sempre presente na minha vida, nas minhas coisas, nos meus pensamentos mais macabros que continuo a só partilhar contigo, por uma questão de segurança.
 Prometi-te tudo, deves lembrar-te. E dei-te o meu coração, mas disso já te esqueceste. Mas não o quero de volta, está cheio de ti até à rolha. Quero um coração novo, sem recortes nem feridas, sem portas que não se podem abrir e janelas tapadas com cortinas. Quero uma batida controlada e umas artérias com juízo, um sangue que não ferva e uma armadura à prova de bala. (..)
 Mas se não mo puderes dar, garante apenas que o que possuis continua contigo, para onde quer que vás.

Comentários

  1. ainda assim ando um bocado pouco presente , parece que de vez em quando ha fases que falta a inspiração.
    que esse coraçao regenere rápido *

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