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gato das botas


 Òh, vá lá, quero-te aqui. Vamos dizer palermices um ao outro e embrulhar-nos na mesma manta, mesmo que morramos ambos de frio. Deixa-te ficar no meu abraço, afoga-te nos meus mimos desmedidos, na idiotice das minhas palavras sempre que o amor me aldraba a mente e me sinto como uma pobre vítima do gato das botas.
Vem daí, diz olá a esta tua Alice trapalhona, beija-me a testa e ajuda-me a crescer até ficar do teu tamanho. Anda comigo, vem fazer-me promessas ao pôr-do-sol e deixa-te apaixonar por mim mil vezes na mesma vida, até que o teu coração se canse de bater contra o meu. Não tenhas medo, vem ser idiota porque o teu brilho ofusca as mentes mesquinhas e não há nada que não consigamos, juntos. Senta-te ao meu lado e ajuda-me a encontrar um lugar no mundo, perto de ti e perto de nós, no chiado ou em sintra, dentro de um barco enorme ou numa casa sem tecto. Pois tudo o que eu preciso está contigo, na enormidade deste sentimento que me rebenta o coração pelas costuras, no som da tua voz sempre que me entras pela casa a dentro e o outro mundo lá fora deixa de existir. 
 O amor deixa-me leve, como uma pena deixada ao luar. Deixa-me livre para ser tua o resto da vida, se me apetecer. O que eu sinto seria suficiente para te escrever todas as cartas do mundo, sem nunca saber descrever nem um pouco do que se passa comigo. Porque escrever ao amor é diferente de escrever sobre o amor. E isso não é para quem quer, é para quem pode.

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