Fazemos muitas coisas na vida das quais nos arrependemos e outras tantas que preferimos somente não recordar, porque as memórias são (muitas vezes) traiçoeiras. Ao logo destes quatro anos partilhei aqui um bocado de mim e um pouco dos outros todos que se cruzam na minha vida e consequentemente na minha escrita. Sou amadora e não sei algum dia largarei o anonimato para me aventurar com algo em grande, porque sempre me senti pequena. Gosto deste conforto típico de algo que pode tão simplesmente ser um devaneio infanto-juvenil. É melhor assim, melhor que poucos saibam pois isto são assuntos do coração. E eu escrevo com a aorta, já tenho dito.
Falo muito e escrevo muito também. Ou muito provavelmente tenho na ideia que falo muito porque penso demasiado. E metade do que penso, não digo, mas fico com a ideia que sim. Nada do que escrevo é rigorosamente premeditado, tão simplesmente me sento e deixo que o sangue borbulhe na ponta dos dedos. É mesmo assim, literalmente. E quem se aventura como eu sabe que não são precisas muitas burocracias para que as palavras se alinhem e se aninhem, qual truque de magia em praça pública.
E quando penso que já lá vão quatro anos de puro sentir aqui por estes lados, pergunto-me se algum dia terei coragem de desistir. Mesmo que as folhas e os afazeres se acumulem mesmo à frente do meu nariz, pergunto-me se terei coragem de não deixar tudo para trás para me fechar em mim mesma e escrever. Escrever que nem uma doida. Como uma doida. Escrever e só parar quando o coração quiser. Quando o que sinto tiver de ficar guardado na gaveta até à próxima loucura. Que não tardará, eu sei.
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com todo o coração, Alexandra
adoroo o blog
ResponderEliminarestou a seguir $: