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primavera


 Tens uma existência eternamente leve. Um sorriso incrivelmente fácil, um toque mágico, hipnotizante. Ter-te perto de mim leva-me a querer cometer as piores loucuras, as mais macabras atrocidades com o coração, e com o resto. Não te posso deixar entrar pela janela, silenciosamente enquanto te aninhas na minha cama e me segredas ao ouvido loucuras momentâneas que não sentes nem nunca hás de sentir. Porque o teu amor não está comigo.
 Mas deixas-me leve. O meu corpo levita perto de ti, perto do toque que não certo nem eterno e que o mais provável é que amanhã já tenha desaparecido. Mas tudo é bonito enquanto te tenho, naquele instante minúsculo onde me posso finalmente sentir viva e meia concretizada, onde não penso nem me debruço sobre a questão por simplesmente não valer a pena. Tu não vales a pena.
Embora tenhas carácter e alma de passarinho novo. Gostas de esvoaçar sobre a minha cabeça quando o rei faz anos, e deixar-me cheia de saudades tuas até à primavera seguinte. Não me aldrabas o coração e é por isso que gosto de ti, embora saiba sempre em que momento é que devo parar de respirar e absorver as tuas memórias e é por isso que havemos sempre de nos dar bem. Como se dão aqueles que partilham a mesma essência e mesma vontade de viver a vida. E posso até nunca mais te ver, mas guardo o melhor de ti.

Comentários

  1. "Mas, tudo é bonito enquanto te tenho, naquele instante minusculo onde finalmente me posso sentir viva e meia concretizada, onde não penso nem me debruço sobre a questão por simplesmente não valeres a pena." - somente perfeito

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