O teu nome ainda arranha no meu peito, continuo a soluçar levemente quando o pronuncio exercendo sobre os lábios uma força que desconheço. Aprendi a controlar as lágrimas, os sorrisos tristes e as caras feias. Mas o teu nome, o teu nome desenha um risco profundo nos meus ouvidos que me desce directamente ao coração. Tremo, tremo por dentro e o meu sangue congela.
Não quero ouvir falar de ti (irónico quando passo a vida a escrever-te). Melhor, não quero o teu nome escrito nas linhas e nas entrelinhas, nas paredes do meu quarto, na calçada da rua. Prefiro rasurar o pouco que me resta de forma lenta, aliás, como rasuro e apago todas as outras coisas na minha vida.
Conheces-me muito bem e talvez seja por isso que nunca me tenha entregado a nenhuma outra criatura -excluindo então todas as tentativas falhadas de entrega e de paixão louca que resultaram em dias vazios a engolir a frustração e a tristeza alheia, como se do karma realmente se tratasse.
Tiveste de mim o todo e sabe-lo tão bem que não hesitas sempre que me entras pela porta, esboçando aquele sorriso de criança grande que me dá a volta aos hemisférios com uma pinta desgraçada e me deixa a pensar sobre uma série de coisas à cerca do destino e do teu caminho enrolado no meu, tal como eu em ti em noites de lua cheia.
p.s: continuo a fritar a pipoca com a matemática. decididamente, gosto é de letras. sem incógnitas, de preferência.
ohh, espero que consigas ultrapassar. sei que esse nó vai desaparecer, mas também sei que dói, vai doer e continuar a doer, e vai chegar um dia que pura e simplesmente deixará de doer. e aí tu vais perceber, que tu és tão mais forte do que o mundo! força :)
ResponderEliminarTens a certeza que este amor não resulta mais? Escreves-lhe de uma forma. Cuida-te, anjo <3
ResponderEliminarQue o teu coração não se azeda, então. Beijinhos doces
ResponderEliminare às vezes acaba por ser difícil escaparmos a essa dor. não te deixes rebaixar por ela! :)
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