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kill (me)


 Mata-me as saudades. Vem até mim, deixa-me viver tudo outra vez como se nunca nada no peito se tivesse quebrado. Relembra-me o arrepio da espinha, o fechar das pálpebras quando tenho a certeza que é amor. Mata-me o orgulho, que ferve só de pensar que podes voltar. Trás-me o cheiro, as memórias, o timbre da voz que não se compara a mais nenhum. Limpa-me as lágrimas, devolve-me o sono. Sufoca-me nesse abraço, naquele abraço. Respira fundo perto do meu ouvido, eriça-me a pele enquanto me deixas nas nuvens. Faz-me acreditar, encaixa-te em mim.
Não tenhas medo, mata-me as saudades. Ou, se não bastar, mata-me a mim. De amor. Amor puro, de verdade, aquele que costumávamos ter. Amor sem tempo e sem perguntas. Amor de baloiço, amor de crianças. O nosso. Sempre, nosso.

p.s: Deixa-me lá escrever o que sinto e o que não sinto. Deixa-me a alma leve. Deixa.

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