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o dia


 Este não é o dia em que te esqueci. Nem sei se esse dia chegará até mim e me trará alguma paz diferente da que sinto agora. Mas se for para me desinquietar o espírito e a consciência, melhor será que nem chegue.
Estou bem assim. Absoluta, inteira. Perdida numa tranquilidade fácil e num sorriso leve. Não tenho ainda vontade de festejar a tua partida. Penso que lamentarei sempre que tenhas saído da minha vida, pois és um bom bocado de mim, assim como parte deste veneno que me corre nas veias e me deixa serena a escrever.
Tenho, no entanto, um enorme desejo de continuidade, para ti e para mim. Mesmo que os nossos caminhos não se venham a cruzar nunca mais - por falta de tempo ou vontade. 
 Dou por mim a soletrar o teu nome sem que mil e um pensamentos me escorram da mente para os olhos. Conto-lhes que fui feliz, talvez como nunca tivera sido antes e que me ensinaras o lado doce das crianças. Não falo alto nem me exalto e lá vou lamentando que escolhas muitas vezes o lado negro da vida. Mas digo-lhes com certezas que és um bom rapaz, por mais que te esforces por alcançar coisa nenhuma no topo do nada e as tuas intenções sejam tantas vezes duvidosas. Tens um coração às cores, e sobre isso, eles não sabem nada.
 Vou esperando que a vida me traga o resto que me falta até completar o meu caminho. Vou olhando ao meu redor e apercebo-me que ainda há coisas bonitas. Que o amor me rodeia de todos os lados e que haverá sempre alguém disposto para me ouvir quando me sinto sozinha. Vou abrindo o coração para impedir que se feche para o mundo, vou olhando para as memórias com menos dor e com uma saudade doce que me faz querer perdoar-te e rever-te, um dia destes, quando já fores crescido.

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