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raízes

 
Quando tenho saudades tuas escrevo-te. Rasuro-te os defeitos e sobra-me o travo a mel que a tua pele emana. Ah, e como me perco nisso. Sobre o meu corpo, o arrepio típico e o choque da realidade. Custa, custa mesmo. Mas a gente sobrevive, como quem ri para não chorar. 
 Devias saber do exaltar de sentimentos que me correm no peito. Eu devia contar-te, escrever-te um livro com todos os passos para chegar ao amor de verdade, ilustrá-lo com o meu coração cheio de ti e depois explicar-te que mo deixaste estéril. Com as raízes cortas junto ao caule. 
 Agora não escrevo histórias felizes. Tu já não me adormeces e eu já não posso morrer de amores por ti. 
Mas eu gosto disto de tocar na ferida, desafiar o corpo e a mente a aguentar a carga de memórias que deposito em cada bocado de ti que aqui deixo. E tu sabes que te escrevo. Como uma doida, até se me cansarem as entranhas, até que me sangrem os dedos. Tu sabes que te escrevo. E que, por algum motivo, sempre que escrevo o faço para ti. De mim para ti, como não podia deixar de ser.

p.s: mas.. estou feliz, se queres saber.

Comentários

  1. Apesar da dor, tens uma escrita fantástica :)

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  2. Tiras-me as palavras, sempre. És um doce. Beijinhos e obrigada <3

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  3. Eu tenho essa noção mas não pensei que doesse tanto. Obrigada.

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  4. Eu sei que vai. Obrigada *

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  5. E estares feliz é o mais importante :)

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  6. Oh, adorei este teu cantinho! Vamo-nos seguir reciprocamente? :)

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  7. lugar lindo e encantado este seu;

    se quiseres, ficaria honrada de te ter como seguidora!
    *____*

    beijos chérrie! *:

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  8. Claro que é. Conseguiste escrever tudo o que sinto. Identifiquei-me bastante :)

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