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conspiração


 Há vezes em que dou por mim a perceber que não te esqueci. Olho bem para o meu reflexo no espelho baço e sei que ainda há muitos gestos teus na minha pele; as tuas mãos, essas, marcam firmemente a minha cintura, o meu peito envolto (ainda) no teu abraço quente e os meus lábios pálidos dos teus beijos pela manhã. 
 Há coisas que ficam connosco. Como folhas presas de um livro amarelo e esquecido. Coisas que não nos deixam seguir em frente, porque havemos sempre de voltar lá atrás, ajeitar o ramo de rosas velhas na jarra sem cor, e depois voltar ao presente e continuar a sorrir. E nos meus sonhos, nesses, ainda te ajeito o colarinho desconcertado e espeto-te um beijo bonito na testa antes de saíres. Depois vejo-te pela janela e quero-te outra vez comigo, na minha cama, embalados pelo som dos nossos corações em uníssono, juntos só porque sim e porque o tempo conspira a favor.
 Quando estou contigo, não há nada que me diga que não posso estar. Não sinto as mãos geladas nem o mundo a fugir-me debaixo dos pés. Sei o que quero, sei que te quero. Nada me arranca de ti enquanto sonho e me envolvo até aos cabelos nessa história sem cabimento, enquanto te oiço cantar-me ao ouvido coisas que eu sei que não sentes nem nunca vais sentir, enquanto te amo sem limites nem perguntas porque é assim que se ama de verdade.

 E sim, há vezes em que dou por mim consciente que não te esqueci. Esta, em que te escrevo coisas bonitas, é uma delas. Depois disto faço um esforço e adormeço, já não quero saber.

p.s: adorava os tempos em que as últimas semanas de aulas eram só para passear os livros. agora, são só para me fritar o resto da pipoca. respondo aos comentários assim que conseguir, sweethearts.

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