Fechei o coração. Pensei em escrever-te para te informar, desenhar bem as palavras para que me aches credível e ser breve só para não parecer muito carente. Embora pareça sempre um pouco, eu sei.
Deixei que a nostalgia deste coração novo se abatesse sobre a minha cabeça. Ainda tinha demasiadas saudades tuas para poder esperar, para desejar outro corpo e outra alma a levitar perto da minha; estava demasiado frágil para aguentar o copo meio cheio novamente.
Então, decidi esperar. Esperar para te dizer que me cansei sinceramente, que dentro do meu peito só moram agora as duvidas, o ressentimento que podes apreciar no meu tom magoado ao te escrever.
Só te sei falar do amor que gostava que tivesses sentido por mim. E talvez um pouco daquele que eu idealizei e que por um motivo ou outro acabei por deixar fugir. Sei falar-te agora do medo que tenho dos outros, da velocidade estúpida com que fujo de quem me afaga o ego. Da maneira arisca com que encaro o amor e todos os seus derivados.
Guardo-te por fim o silêncio das minhas palavras todas em conjunto. Escrevo para não ter de falar. Para não deitar sobre terra a armadura de açúcar que prezo por manter intacta. E não que seja imune à magoa, mas sinto-me agora mais capaz da enfrentar. Nada me vai magoar tanto como o vazio. O vazio de um coração vazio. Um corpo vazio. Como um pássaro que já não sabe voar.
gosto muito :)
ResponderEliminarestou a seguir**
Lindo :)
ResponderEliminarconsegues sempre tocar-me no coração <3
ResponderEliminarMaravilhoso, é tão bom ler-te.
ResponderEliminarNão tens de quê, obrigada eu.
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