Deixaste comigo o pior de ti. Incutiste-me o teu medo estúpido do futuro, a preguiça permanente que os assuntos sérios te trazem e até a incapacidade de perceber qual é o limite. Às vezes, sinto-me tão próxima de ti que o tempo parece não passar. Fico ali quieta a ver-te correr por dentro dos meus olhos, a baralhar-me o cérebro. Sempre o fizeste tão bem.
Ao mesmo tempo obrigo-os a perceber. Fomos muito próximos. Eu vivi o meu amor por ti até à última gota, quis sempre o dobro do que me podias dar e nunca me senti cansada por tentar. Talvez me sinta um pouco hoje. Uma ressaca acumulada de medos e inseguranças aos quais pensei ter sobrevivido.
Só hoje quando olho para os estragos que fizeste na minha vida é que consigo perceber o quão destruída posso estar. Uma decadência bem moldada, presa às minhas entranhas, como um bicho feio que não se vai embora. Por mais que tente, por mais que o arranque com dentadas ferozes, ele regressa e acena-me no meio da minha própria confusão.
É ridículo conservar o que nos mata. Eu quererei sempre aniquilar-te mesmo sabendo que todos os esforços serão em vão. Negar-te-ei um sorriso para te estender a mão mal tropeces e não há como deixar de querer trazer-te debaixo das minhas asas. Embora já não queira ficar contigo. Isso não. Digo-to com o coração porque é sempre assim que me dirijo a ti. Não somos um para o outro. Embora tudo em nós encaixe como duas perfeitas peças de um puzzle. Não és o meu futuro e eu deixei de poder ser o teu.
E hoje encontro-me no cimo da montanha, acampada e com o coração a pulsar entre os dedos. Vejo-te ao longe e só espero que consigas ser feliz. Que o queiras ser. Tal como eu quis. Sempre.
Tu és uma Grande Mulher, meu bem <3
ResponderEliminarNunca desistas da felicidade :)
ResponderEliminarQue texto tão fofo! *-* olha...acho que vais arranjar alguém melhor, alguém que te mereça de verdade...
ResponderEliminarP.S: vou subescrever-me no teu blog, podes também subscrever-te no meu pf? :)