Falei-te tantas vezes de amor. Vezes de mais, até. No meio do teu avesso conseguias inserir-me na confusão e amar-me também, eu sei. Mas hoje já não falo de nós os dois. Talvez ainda escreva insistentemente sobre o que nos uniu, só mesmo porque foi bonito e não resisto. Envio-te sempre uma última carta quando tenho saudades tuas e já não me lembro de como era bom poder deixar o coração encarregue da caneta e do papel.
Agora as palavras saem com mais dificuldade. No meu peito não palpita a mágoa e já não vou chamar-te nomes feios na esperança de te varrer de dentro da minha cabeça. Hoje gosto de te ter cá. Gosto de abraçar as memórias, gosto de saber que fui feliz e que é agora possível sê-lo de mil modos. Mas sei, sei bem que o amor nos arrebata e nos derrota. O sacana sabe mesmo como encher a vida de sons agradáveis e esperas maravilhosas. Um tanto ao quanto de envolvimento perfeito e sublime, como uma droga fatal que não mata e vai moendo até que haja esperança.
Falei-te tantas vezes de amor, não foi? Deves sentir-te mais vazio agora. Também eu. Adquiri a prática mania de fugir do assunto e do sentimento, esconder-me ligeiramente atrás de uma árvore florida, para ver a primavera passar. Não há quem me pergunte porquê. Uns aceitam, outros nem questionam. E melhor que assim seja. As histórias de amor são segredos de baús comuns, quando vividas por dois corações que, um dia, por sorte ou sina, foram um só.
Está maravilhoso.
ResponderEliminarSigo-te*
Obrigada também.
ResponderEliminarQue lindo blog.
ResponderEliminarestou a seguir, beijinho
Adorei o texto, escreves maravilhosamente bem.
ResponderEliminarÉ a primeira vez que passo neste cantinho, e tenho que te dar os parabéns pois é lindo, por isso mesmo vou seguir-te.
Se quiseres podes passar pelo o meu blog e se gostares podes seguir.
Beijinhos
R: Obrigada por seguires! E não precisas de agradecer, apenas ficar lisonjeada.
ResponderEliminarBeijinhos