Há dias em que sinto saudades do amor. Saudades de tê-lo a bater-me à janela num domingo de manhã; de vê-lo acenar-me por de entre a multidão, tornando tudo o resto quase tão minúsculo como inútil.
Nada ridiculariza tanto o mundo como um coração cheio. Nada sabe tão bem como um sábado de mimos e as mãos entrelaçadas debaixo do cobertor. Aquela coisa de ter alguém a segurar-nos em cima da palma da mão, com a confiança plena de que nunca, jamais, nos irá deixar cair. Mesmo que um dia, não só nós mas o mundo, desmorone.
Tenho saudades da confiança. Dos segredos e dos medos que não se partilha com mais ninguém. Saudades até de coleccionar manhas e manias, com o mesmo prazer e disposição de quem colecciona selos.
Mas, e ao mesmo tempo, não queria nada voltar a sentir o peito apertado. A almofada demasiado pesada para as horas em que o sono não chega porque o incerto nos inquieta a aorta. Acho que me cansei de amores vadios. Amores irrequietos, avassaladores. Não sei se haverá outra forma de o viver, mas queria muito encontrar dentro do coração de outrem a quietude que só em mim não existe.
E não é que procure. Ou pelo menos, não o faço conscientemente. O que vivo tento viver devagar para que os dias e os segundos não passem muito rápido. Para que não haja saudades no futuro. Porque de saudades, tenho as artérias cheias.
Sinto-me um pouco como tu. Falta de um amor, mas ao mesmo tempo, pensando em tudo o que passei ter medo.
ResponderEliminarlindo! acho que todas queremos um amor calmo (:
ResponderEliminarcomo sempre.. **
ResponderEliminarAdorei o texto. Está mesmo muito bom!
ResponderEliminarBeijinhos*
Sem duvida alguma princesa. Beijinho*
ResponderEliminarmuito obrigada alexandra !
ResponderEliminarÉ optimo encontrar um texto com o qual nos identificamos totalmente. Está lindo!
ResponderEliminargostei do teu blog, sigo *
ResponderEliminarNão procures por algo que na hora certa te vai tropeçar no caminho, gostei do texto :)
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