Perguntam-me pelo amor. Pelo coração. Pela outra metade. Não existe. (Não se vê logo).
O amor constrói-se, disse-lhes. Bases fortes. Paredes firmes. Muitas birras. Muitas turras. Pazes, harmonia. Cama, sofá. Filmes. Rosas. Gemidos. Arrepios. O amor constrói-se, como uma casa. Ergue-se do nada, tijolo a tijolo, lágrimas e sorrisos. Mas sempre com vontade e com certeza.
Talvez falte muitas vezes a certeza. O orgulho empolado no peito que teima em não sair. As recordações, um passado conturbado pelo amor que quando passa, deixa estragos. E medos.
Dizem-me que já passou. (Pois já). O que eles não sabem é que ainda dói. A possibilidade dói. O construir dói. Cria um enorme vazio no peito. É como apagar todas as pegadas na areia, até agora.
Há que confiar. (Claro que sim). Crer como da primeira vez, talvez com mais juízo. E a ideia agrada-me. Quero, desejo o futuro. É por isso que acho que ainda não me perdi. Porque ainda quero. Muito. E por querer tanto, as palavras ficam na garganta. Os gestos, esses, presos nos membros. Os músculos rígidos colam-me ao chão. E por instantes vejo a minha vida. Tão curta, tão mínima, tão reduzida. És tão jovem, dizem-me. (Pois sou). E depois sinto-me culpada por não estar a viver. Por não me apaixonar todos os dias. Por ter um coração ervilha. E detestar.
«O amor constrói-se, como uma casa. Ergue-se do nada, tijolo a tijolo, lágrimas e sorrisos. Mas sempre com vontade e com certeza». Para mim, amor é isso mesmo!
ResponderEliminarAdorei o texto :)
Beijinhos*
também sou jovem, sim, mas tb gostava de amar, não sei o que isso é!
ResponderEliminarOh *.* não tens que agradecer, minha querida <3
ResponderEliminarlindo, como sempre me habituaste :')
ResponderEliminar