O que me traz aqui hoje é diferente. E todas as palavras que possa usar vão parecer ínfimas perto do que acabei de ver. Mas tenho de partilhar: tenho o coração cheio.
Vivemos num mundo egocêntrico. Onde valores se perdem e se alteram todos os dias. Onde ainda se perdem vidas por escassez de recursos, onde crianças nunca terão oportunidade de ser crianças e onde adultos não pensam duas vezes antes de destruir a vida dos seus semelhantes.
Por isso, é tão bom quando encontramos alguém que olha para além do seu umbigo. Alguém que pôde escolher e por isso mesmo escolheu ser diferente. Pegar naquilo que ninguém quer e fazer uma obra prima. E são pessoas como este senhor que me fazem ter fé na humanidade e certeza de que o bem não está para além das nossas almas mas sim aqui mesmo, na terra, ao alcance de quem o quiser agarrar e fazer com ele aquilo que deve ser feito. Independentemente da religião que abraçamos, da cor da nossa pele ou até da nossa herança genética. Importante é saber amar os outros. Saber olhar nos olhos e nunca de cima para baixo, como se alguma coisa neste mundo nos fizesse melhores ou até piores do que alguém. Somos todos feitos da mesma massa, desconhecemos os nossos limites e não fazemos ideia do que o desespero pode fazer connosco.
E o que este senhor faz pelos outros vai muito para além do entendimento que tenho da vida hoje, com vinte anos. Um dia, se chegar ao auge dos seus oitenta e nove talvez escolha outras palavras e perceba melhor a bondade dos seus actos. O tamanho gigantesco do seu altruísmo. A dimensão da sua fé, em Deus e nas pessoas.
Se pudesse dizer-lhe o quanto me orgulho dele mesmo sem o conhecer, o quanto me conforta saber que não estamos todos a caminhar para o lado errado, que há um legado de bem que vai ser deixado e seguido, com certeza, por mais corações gigantes e almas bonitas como a do Senhor João. Aquece-me o coração saber que um bocadinho do mundo é mudado todos os dias por alguém que se limita a acreditar na natureza humana, dando-lhes muito mais do que um tecto e comida: um abrigo. E são os abrigos que nos mudam e nos confortam. É o abrigo do coração do Senhor João que transforma as andorinhas que se julgavam perdidas em seres capazes de voar. São as asas da bondade, da confiança e principalmente do amor que mudam para melhor a vida de tanta gente todos os dias.
Tivesse o mundo cheio de Senhores iguais a este e não faltariam andorinhas pelos céus. Pudesse eu dizer qualquer coisa ao Senhor João e apenas o abraçaria.
Obrigada. Obrigada por existir.
Reportagem completa aqui.
Pessoas assim são raras, muito raras...
ResponderEliminarJá tinha visto esta reportagem e tenho quase a certeza que a passei toda de lágrimas nos olhos. É um verdadeiro exemplo de humanidade!
ResponderEliminarr: Muito obrigada *.* estão mesmo.
Beijinhos*