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alma ao sol


 Faz uma pausa. Liberta o coração e relaxa. Nem tudo o que não nos mata nos torna mais fortes, eu sei. Se sei. Mas podes ficar aqui. Ou então deixas-me ir contigo. Também preciso de extravasar o que me sufoca, desatar os nós que me atam e matar as memórias que me atormentam. Podes ficar comigo, em silêncio. Porque é no silêncio que estão a maioria das respostas.
A vida é difícil, sabias? Os medos engolem-nos quando decidimos crescer. Quando o tempo não chega para amar quem nos faz bem. Mas tu podes ficar. Deixa o coração em banho-maria e não temas porque não te magoo: sei como é.
 Sempre que deixo que me encontres é porque estou perdida. E tento não me perder tantas vezes como queria. E se me achas é porque me deixo achar. Porque decidi errar no caminho para casa e olhar para o céu. Há quanto tempo não olhas para o céu?
Apesar de tudo, podes ficar aqui. Na minha casa e perto do que me aquece. Vamos estender a alma ao sol. Por vezes só precisamos de alguns minutos longe de nós, despir a armadura que pesa demasiado nos ombros e permitir-nos ser frágeis. Porque o somos, na verdade. E não há nada de errado em lamber as feridas.
 Mesmo que te apeteça continuar. Faz uma pausa. Deixa-me descansar.

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