Conheço-te bem, ou talvez não. Talvez esta seja só mais uma suposição macabra do meu coração, na esperança fútil de procurar uma verdade. Escrevo-te agora que já te foste, depois do sol se pôr como é costume, só para te deixar uma sílabas carregadas da saudade louca que tenho de ser feliz, em pequenos instantes, como era contigo. Aprendi a andar com o copo meio cheio, meio vazio para te poder acompanhar, sempre controverso e confuso, com a passada larga e irregular, como se nada no teu cérebro fizesse sentido. Irónico é eu escrever-te, sim. Quando nunca o fiz, quando a necessidade de rabiscar palavras em tua honra nunca foi imperativa, mesmo quando te amava no limite do muito, com o copo quase cheio da tórrida mania que eu tinha de gostar de ti. Os meus vocábulos só te eram dirigidos quando me pedias que desenhasse sentimentos, mas já mais enchi o copo, assim como nunca o esvaziei. Tornei-me cúmplice de um desenlace bem bicudo, enrolei-me em mim ...