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A mostrar mensagens de julho, 2013

amor

 Não poderia ter-te dado mais. Dar-te mais era dar-te as artérias e tudo o que em mim é físico, e isso, acredita, nunca teria sido nada. Há nas pessoas uma afeição pelo corpo do outro, pelos olhos do outro, pelo cabelo que se desgrenha com o vento. O que é físico é passageiro. É efémero. Um dia o espelho acorda mal disposto e desenha-nos milhões de rugas no rosto, irregularidades no corpo e um ar estafado sobre o olhos. E, se o amor for palpável, tudo desaba e o mundo acaba.   Dar o corpo não é dar a alma. O prazer não é o mesmo, não pode ser. Dar a alma é dar um bocado de nós, se não o todo. Dar o corpo é dar a carne. E se te tivesse dado o meu esqueleto enferrujado, acredita que não terias sido feliz. Dar-te o meu coração foi dar-te tudo. Foi entregar-te a minha vida em mãos, dizer-te em segredo que tomasses (por favor) conta de mim, e esperar inquieta que nunca me quebrasses, que nunca nos quebrasses. O que fizeste comigo, não interessa. A mágoa morreu lá at...