Ainda estou na busca incessante por mim própria, batendo a cada porta com a esperança sôfrega de que será aquele o derradeiro momento, em que vou finalmente deixar de (me) procurar. Talvez isso nunca aconteça, talvez as portas sejam tantas que esta vida e a outra não vão chegar. Talvez o caminho seja demasiado árduo e a minha preguiça crónica me ate os sentidos. Talvez não chegue lá simplesmente porque não tenho que chegar, porque alguém assim o convencionou, alguém que não eu. Continuo a questionar-me e a ter ideias que não lembram a ninguém. Permaneço com a estúpida mania de gostar mais dos outros do que de mim própria, e tenho cá para mim que vou ter sempre de arranjar uma vítima, toda a vida. Só mesmo porque gosto mais de dar do que de receber. Tenho instinto, e adoro. E faço tudo instintivamente, como se não houvesse maneiras mais realistas de se viver. Continuo a gostar muito pouco de pessoas, e aquelas de quem gosto mesmo, prefiro pens...