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Mensagens

A mostrar mensagens de janeiro, 2014

outro mel

 Falhaste-me. Foste novamente, de malas e bagagens. A compensação é que cada vez me custa menos ver-te partir. O medo os tremores pelo corpo são-me tão familiares que chego a sentir-me confortável dentro da minha própria insegurança. O coração despedaça-se e despede-se de ti, mais uma vez. És tão cruel.  O amor mata-nos. Mas a falta dele, a ausência, o silêncio, esses, torturam-nos. Corroem-nos. Amarguram-nos. Tu ficas mais e leve e eu mais vazia. Até podia significar a mesma coisa, mas não.  Fico horas a digerir a despedida. A minha própria estupidez e o veneno dos teus braços. O mel dos teus olhos corroí-me as artérias e consigo sentir-me feliz com as memórias. Porque me fizeste muito feliz. A mulher mais feliz deste mundo e do outro. Mesmo sem me dares nada, mesmo sem me amparares, sem me amares na mesma proporção. Fui tão feliz contigo que hoje toda a felicidade me parece absurda. (..) Grande parte da felicidade continua a parecer-me absurda, mínima. (O ...

de tudo o que amo

"De tudo o que amo és tu o que mais me apaixona." Pedro Chagas Freitas

leões

 A vida como a conhecemos acaba. A "vidinha" esgota-se, esfuma-se, vai arranjar significado. Não somos mais nem menos especiais. Somos, apenas. Com mais ou menos capacidade somos lançados aos leões. Ao rugido da vida real. Da azáfama, da correria. Não fugimos porque fomos treinados. Aguentamos com destreza porque nada é pior do que o conformismo que outrora nos coube e nos engoliu.    Procuramos o amor porque nos agita. Porque nos move, nos tira dos dias cansativos e das noites tranquilas. Já ninguém quer noites sossegadas. Queremos acção, batimentos descontrolados pelos gemidos e pelo sentimento. Queremos amor porque nos tira do sério e nos verte as lágrimas. Porque aniquila qualquer tipo de normalidade que tenhamos guardada entre as artérias. Porque mexe e porque é bom. Digam lá o que disserem.  Curioso como dependemos uns dos outros. Como os gestos nos ferem ou nos enaltecem. A capacidade que temos para dar tudo o que é nosso num ápice quando toda a vida ...

1/1/14

 A primeira página do ano. Há sempre a nostalgia dos desejos, das mudanças, das melhoras. Ainda acreditamos e é isso que faz de (todos) nós seres tão especiais.  Desejo paz nos corações. Que se acabem as guerras e se realizem os sonhos. Que olhemos uns para os outros com mais paciência, mais compaixão. Desejo mais compreensão, mais heróis a querer mudar o mundo. Que se desenvolvam as mentes e as culturas. Que nos aceitemos mais, que nos amemos mais, que sejamos mais. E melhores. Desejo menos conformismo e mais coragem. Mais corações livres, mais espíritos leves, mais sorrisos fáceis. Que nunca se acabem os sonhos, os livros e o pôr-do-sol. Que haja sempre motivos para acreditar que o amanhã é um futuro melhor e que o podemos construir com a nossas próprias mãos! Um bom ano*