Eles não acreditam e mim. Não querem crer que estou crescida, feliz, inteira. Olham-me nos olhos e fazem-me jurar que não quero voltar para ti. E eu juro, com a mesma convicção com que te disse que te amava, um dia, lá atrás. Afirmam que o que digo é para me convencer a mim mesma, para me tornar amarga e me deixar de doçuras sempre que me levas contigo e tomas conta de tudo o que é meu. Insistem que tenho medo, que fujo de ti porque sei que perco o chão. E porque gosto infinitamente disso. (Enganam-se. Não te quero, não voltes.) Rodeiam-me com o teu nome e tento parecer intocável enquanto no meu peito se desconcerta algo. Aprendi a engolir a dor, o constrangimento, as pontadas agudas que quase me levam contigo. Tornei-me imune ao teu cheiro, às tuas coisas misturadas com as minhas, às recordações que não me largam porque eles não deixam. Eles não acreditam que (já) não te quero. Não querem crer que o amor também morre no coração dos persistentes; insis...