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A mostrar mensagens de julho, 2014

(des)construir

 Nunca nenhum momento se apropria exactamente para escrever, mas também nenhum me parece completamente despropositado. Este é um momento de alguma paz, daqueles onde me sento sobre mim própria e consigo tocar, muitas vezes, o céu. Um céu que nada tem a ver com o que roda sobre a minha cabeça. Um céu sem pássaros, sem nuvens, sem aviões. Aquilo em que toco assemelha-se à minha consciência, onde revejo os meus actos e me culpabilizo tantas vezes por ser tão cobarde, por morrer de medo da vida quando anseio desesperadamente por viver alguma coisa.   Espero por alguém que entenda que não me consigo atirar de cabeça a tudo o que vejo, por mais que queira, por mais que o meu coração pulse por tudo e por nada, por mais que as minhas entranhas me implorem por algumas gotas de adrenalina, vertidas pela emoção do amor ou de outra coisa qualquer. Espero por personagens que eu própria crio e acordo todos os dias com mais um traço seu desenhado na minha cabeça, invento desculpa...