Os dias passam e o vazio entre nós aumenta. Um vazio cheio de ruídos de fundo e palavras que ficam por dizer. Talvez a culpa seja do passado atribulado que tivemos, ou então, talvez não exista culpa e esta seja a única forma de gostarmos um do outro: calados. Somos um misto do medo e da adrenalina que os sentimentos trazem a corações remendados. Somos, sim, juntos. Porque cada um na sua vida não passamos de pessoas vulgares. É nisso que nos transformamos quando deixamos o coração vazio. Embora o meu tantas vezes me pareça pequeno demais para a minha aorta teimosa. O melhor de nós é o que nos une. O que damos um ao outro quando já não conseguimos prender mais a respiração. Quando não resistimos e não sentimos medo. Quando até achamos que o amor pode ser uma coisa boa e lá sonhamos um com o outro. Quando permitimos que os sentimentos nos tomem e nos tornem um do outro. Gosto de pensar que quando me abraças me proteges. E tornas o mundo tão pequeno. Mas insisto, insist...