Sentei-me algures sobre a minha própria consciência, procurei soluções, motivos, razões. Agora que podia finalmente descansar, agora que no meu peito já não pulsava um coração descontrolado, eu buscava explicações.
É assustador quando tudo o que tomamos como certo dá, afinal, errado. É tão difícil engolir os sonhos, digerir os projectos para o futuro e todo o tempo que levámos a construir o castelo.
Mas esta paz não tem preço, é verdade. A consciência plena de que se moveu os céus para que os astros conspirassem a favor. E engano-me cada vez que penso que posso recuperar o esforço e o pedaço de coração que ficou do outro lado. É como querer mudar o destino - inútil.
Mas esta paz não tem preço, é verdade. A consciência plena de que se moveu os céus para que os astros conspirassem a favor. E engano-me cada vez que penso que posso recuperar o esforço e o pedaço de coração que ficou do outro lado. É como querer mudar o destino - inútil.
O tempo passa e vou ganhando equilíbrio. Já não me sinto frágil, a mágoa trouxe-me uma confiança que desconhecia, como uma armadura pronta a ser estreada. A corda bamba já não me parece tão aliciante como antes e prefiro agora jogar pelo seguro.
Embora as memórias ainda me custem, ainda me mordam a garganta e lá façam um nó. Talvez um dia possa tê-las na minha vida, sem constrangimentos nem recuos. Por enquanto, vou presenteando o meu ego com momentos onde consigo gostar de mim, mesmo depois de ter falhado tantas vezes. Vou lidando com os medos como quem doma leões e confesso que não há nada como tentar.

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