Falhaste-me. Foste novamente, de malas e bagagens. A compensação é que cada vez me custa menos ver-te partir. O medo os tremores pelo corpo são-me tão familiares que chego a sentir-me confortável dentro da minha própria insegurança. O coração despedaça-se e despede-se de ti, mais uma vez. És tão cruel.
O amor mata-nos. Mas a falta dele, a ausência, o silêncio, esses, torturam-nos. Corroem-nos. Amarguram-nos. Tu ficas mais e leve e eu mais vazia. Até podia significar a mesma coisa, mas não.
Fico horas a digerir a despedida. A minha própria estupidez e o veneno dos teus braços. O mel dos teus olhos corroí-me as artérias e consigo sentir-me feliz com as memórias. Porque me fizeste muito feliz. A mulher mais feliz deste mundo e do outro. Mesmo sem me dares nada, mesmo sem me amparares, sem me amares na mesma proporção. Fui tão feliz contigo que hoje toda a felicidade me parece absurda. (..)
Grande parte da felicidade continua a parecer-me absurda, mínima. (O amor ridiculariza o resto do mundo). Mas aquela que aproveito, que canalizo e guardo, sabe-me a mel. Outro mel. Mais amargo, mais coerente, mais real. E desta vez, não o troco por nada. Nem por ti.

É mesmo impossível ficar indiferente a tudo o que escreves. É sempre carregado de tanto sentimento que nos prendemos a cada palavra, como se vivêssemos a história na primeira pessoa.
ResponderEliminarBeijinhos*
pequena, já não te vi há algum tempo e agora tmb me vês de modo diferente.. vá, cantinho novo dá nestas coisas
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